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ABEOC - 02/08/2005
Previsto para se realizar entre os dias 1º a 4 de dezembro, o Prêmio Caio deste ano será a bordo de um navio - o Mistral, de bandeira espanhola, operado pela CVC Viagens, com apoio da TAM, transportadora oficial do evento. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa realizada dia 28 de julho, no hotel Pergamon, em São Paulo, quando também foram assinados os contratos com a CVC e TAM, e contou com as presenças de Sergio Junqueira Arantes, diretor do evento, Valter Patriani, vice-presidente da CVC, Marcos Professiori, gerente de vendas da TAM, além de representantes de cinco das 16 entidades apoiadoras: Armando Pereira Campos Mello, da Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras), também presidente do júri que deverá escolher os cases vencedores deste ano; Roosevelt Hamam, da Hamam Eventos, organizadora do Prêmio Caio e presidente do Conselho Deliberativo da Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos); Paulo Santos, da Ampro (Associação de Marketing Promocional); Rui Carvalho, da FBC&VB (Federação Brasileira dos Convention & Visitors Bureau); e Abel Alves de Castro Jr, do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). Sem trocadilho, mais do que uma grata surpresa, a notícia foi classificada pelos organizadores e apoiadores do Prêmio Caio como um verdadeiro "divisor de águas", uma vez que a realização de eventos a bordo se constitui numa forte tendência do mercado nos últimos tempos. Nesse sentido, Valter Patriani, da CVC, destacou que sua empresa está fortemente voltada para este segmento, e que o Mistral, com capacidade para 1.600 passageiros, tem como diferenciais o fato de ser um navio novo, que virá ao Brasil pela primeira vez, e que oferece atendimento em português e espanhol a bordo. Patriani salientou, ainda, que o cruzeiro do Prêmio Caio marcará a abertura da temporada de verão no País, sendo a viagem inaugural do Mistral no Brasil. Ao abrir o encontro, Sergio Junqueira Arantes, destacou a importância da premiação das empresas que formam a cadeia produtiva de negócios no setor, e forneceu informações detalhadas sobre o regulamento do Prêmio Caio 2005, assim como estatísticas da indústria de eventos. Por sua vez, Armando Melo deu destaque a um dos diferenciais da edição deste ano: o upgrade tecnológico conferido ao portal do evento, que permitirá, entre outras coisas, que todo o processo de inscrição, elaboração de cases e julgamento seja realizado online, possibilitando a otimização de leitura dos jurados, em nível nacional e também a garantia de preservação da memória das premiações passadas e futuras. Os nomes dos vencedores do Prêmio Caio 2005 serão divulgados em outubro próximo. Também citou números sobre o considerável potencial brasileiro na atração e realização de eventos corporativos, que obteve um bom desempenho no primeiro semestre deste ano: "Temos 46 mil compradores internacionais para as feiras da Ubrafe. Enquanto na Europa o valor de participação em feiras é de cerca de US$ 1.000 o metro quadrado, nossos preços oscilam de US$ 120 a US$ 150. Essa diferença pesa significativamente, levando-se em conta a qualidade de infra-estrutura de que dispomos, de 2.4 milhões de metros quadrados (previsão para 2005). Em termos de faturamento, o setor representa R$ 900 milhões às empresas de organização e promoção, e de outros R$ 900 milhões às de infra-estrutura. Hoje, no Brasil, são realizados cerca de 300 mil eventos, dos quais 80 mil em São Paulo." Paulo Santos, da Ampro, salientou que, mais recentemente, os eventos vem sendo considerados como mídia para empresas clientes de marketing promocional, que por sua vez estão se tornando proprietárias, e não apenas patrocinadoras dessa ferramenta mercadológica. "Antes éramos considerados bellow the line, pois as empresas destinavam 70% de suas verbas à publicidade tradicional e 30% para outras formas de promoção. Hoje a situação se inverteu." Roosevelt Hamam, da Abeoc, entidade do setor mais antiga do Brasil, criada há 28 anos, lembrou que o Brasil responde por 25% de um total de 7% dos eventos sediados em países da América Latina. O representante da FBC&VB, Rui Carvalho, definiu os eventos, como "nossa razão de ser", e que, graças à parceria da entidade com a Embratur, no ano passado houve um aumento de 109% no número de empresas brasileiras que se apresentaram no exterior, em relação a 2003, com uma queda no seu custo de 67%. "Passamos também da 28ª posição para a 14ª, no ranking da ICCA (International Congress and Convention Association), e esperamos chegar ao Top Ten em tempo recorde, passando a figurar entre os destinos que melhor e mais recebem eventos internacionais." Para mais informações sobre o Prêmio Caio 2005, acesse www.premiocaio.com.br.
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