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Como viajantes esperam se hospedar em 2030?

[Por  Panrotas, 11/01/2017]

Em sua última pesquisa sobre viajantes – Tribos de Viajantes 2030: Para Além do Avião – , o Amadeus buscou segmentar perfis para além do estilo de vida e explorar traços da personalidade, valores, atitudes e interesses dentro do contexto de um mundo globalizado. Mais do que levantar pistas sobre o viajante do futuro, o estudo investiga como suprir melhor as necessidades destes novos e específicos perfis de viajantes tanto no aéreo quanto no terrestre e na hospedagem.

A seguir, confira como cada uma das tribos de viajantes tende a procurar, escolher e usufruir de sua hospedagem:

Conforme o estudo, há seis grupos de viajantes: os “Viajantes por Obrigação”, os “Buscadores de Simplicidade”, os “Caçadores de Recompensas”, os “Viajantes Éticos”, os “Buscadores de Capital Social” e os “Puristas Culturais”. Sobre as viagens a trabalho, as mudanças tecnológicas de hoje refletirão em um ambiente de maior liberdade de escolha dentro das regras das empresas – e, paralelamente, os hotéis buscarão aliar ofertas de lazer ao corporativo, tendo em vista a prática do bleisure.

PESQUISADORES SIMPLES

Esta tribo é de viajantes que valoriza simplicidade e transparência acima de tudo no planejamento da viagem. Eles têm disposição para tomar decisões a partir de terceiros que sejam de confiança, já que buscam evitar pesquisas longas.

Na hotelaria, por exemplo, a esse grupo é fundamental um check-in e um check-out rápidos, sem filas e sem burocracia. No futuro, ao chegarem a um hotel, mostrarão seus passaportes e irão direto para o quarto, deixando para a internet a tarefa de revolucionar os canais de conexão – e não mais à recepção, como vem ocorrendo com os serviços aéreos.

PURISTAS CULTURAIS

Usam suas viagens como uma oportunidade de imergir em uma cultura pouco ou desconhecida, procurando se desvincilhar completamente de suas vidas em suas casas. As atividades dos viajantes desta tribo varia de acordo com a cultura que têm contato. São aversos à planos pré-feitos e buscam o genuíno em vez do popular ou comercial.

Em geral, não são fãs de redes de hotéis, preferindo acomodações alternativas, acreditando que se alojar na casa de alguém os torna “menos turista”. “Esses turistas terão que ser convencidos de que se hospedar em hotel não é só para turista. Localização, design e engajamento com a comunidade local são elementos importantes para conquistar esta tribo.”

CAÇADORES DE CAPITAL SOCIAL

Estes entendem que ser viajado é uma qualidade pessoal. Suas escolhas são feitas a partir do desejo de tirar o maior valor social possível com uma viagem. Eles tendem a explorar o poder das redes sociais para enriquecer e passar suas experiências. Em geral, estruturam suas aventuras tendo em mente que serão vistos na web.

“Se hoje em dia a maioria das pessoas reserva via internet, por que não animar os clientes com programas de fidelidade ou outros benefícios para que classifiquem o hotel positivamente nas redes sociais?”, indaga o estudo sugerindo atenção ao grupo que tende a ver com relevância o compartilhamento de momentos da viagem na internet.

CAÇADORES DE RECOMPENSAS

Buscam retorno do investimento de suas vidas corridas e de grandes desafios. Fazem parte da tendência wellness e buscam aprimoramento físico e mental através de experiências extraordinárias e certas vezes de luxo. “A hotelaria de luxo precisa se reinventar constantemente para suprir a demanda desta tribo. Spa, tamanho da televisão do quarto e total atenção aos detalhes tendem a refletir na avaliação deste perfil de viajante”, alerta o estudo.

“Hotéis que visam esta tribo precisam ter um processo que garanta que o cliente será gerenciado discretamente. Domínio de seu perfil nas redes pode ajudar a personalizar o serviço.”

VIAJANTES POR OBRIGAÇÃO

Esta tribo tem suas escolhas limitadas por obrigações e compromissos. Viajantes corporativos são o principal subgrupo deste perfil têm as necessidades e comportamento formados a partir de suas necessidades em determinado local e tempo. Suas demandas são modestas e redes de hotéis mais econômicas satisfazem suas poucas necessidades.

O estudo observa, contudo, que a eles a localização é relevante. “Os hotéis precisam de bons mapas em seus canais, incluindo funções de direções”.

VIAJANTES ÉTICOS

Fazem escolhas a partir de ideais políticos, preocupações com meio ambiente e até como sua viagem pode impactar uma economia local. A eles, uma viagem mais econômica tem dimensões éticas, incluindo economia compartilhada e trabalhos “micro-voluntariado”.

Em relação a eles, os hotéis podem aproveitar o posicionamento de sustentável. “Antes de fazerem a reserva, esses viajantes querem ter certeza de que o hotel cuida da água, remunera funcionários dignamente e sela parcerias com locais.”

 

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