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Desinteresse de patrocinadores por réveillon preocupa entidades ligadas ao turismo e comércio

[O Globo, 10/08/2017]

Representantes de entidades ligadas ao turismo e ao comércio estão apreensivos em relação ao réveillon e ao carnaval, os dois maiores eventos do Rio. O motivo é o desinteresse de empresas em patrocinar o réveillon, com cotas que somam R$ 30 milhões. Na segunda-feira, data do chamamento público, marcado pela Riotur, não houve apresentação de uma única proposta. Para a próxima terça-feira, está marcada a reunião voltada para o carnaval de rua, e as cotas totalizam R$ 56 milhões.

— A situação é preocupante. Sabemos que as empresas estão descapitalizadas. Mas o réveillon e o carnaval são marcas do Rio e atraem turistas do exterior e brasileiros. E turismo tem tudo a ver com o comércio, que vive um momento difícil. Na capital, no primeiro semestre deste ano, quatro mil lojas fecharam as portas, 10% do total. O momento é de crise econômica, desemprego, falta de segurança. No entanto, se os festejos não acontecerem com o brilho necessário o quadro vai se agravar ainda mais — afirma Aldo Gonçalves, presidente regional do Sindicato dos Lojistas do Comércio (SindilojasRio) e do Clube de Diretores Lojistas (CDLRio).

O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes (SindRio), Pedro de Lamare, lembra que o réveillon e o carnaval modestos significam mesmo turistas, menos gastos no comércio e ainda uma arrecadação menor de impostos:

— É uma bola de neve. Espero que a Riotur tenha um plano “b” para o eventualidade de não conseguir patrocinadores.

Mesmo preocupado, o presidente regional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Alfredo Lopes, consegue enxergar uma “luzinha” no fim do túnel:

— Algumas ações positivas estão acontecendo. As Forças Armadas estão fazendo operações no Rio e existe a possibilidade de o socorro financeiro do governo federal ser aprovado. O governo federal também já manifestou a disposição de aportar recursos no calendário (turístico) de janeiro a janeiro. Com a melhoria do astral, há possibilidade de conseguir patrocínio de empresas, que hoje estão retraídas.

Presidente regional da Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (Abav-RJ), Cristina Fritsch, também está na torcida:

— Espero que a Riotur consiga patrocinadores. Se isso não acontecer será uma lástima para a cidade. Réveillon e carnaval são os maiores eventos do Rio e do Brasil, que geram mais notícias no.exterior. Todos os setores da economia são beneficiados. E a prefeitura também ganha.

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