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25/05/2006 - ABEOC GO
Segmento turístico de Goiás quer participar das deliberações sobre o uso do Centro Oscar Niemeyer, de olho em seu poder de atrair eventos
Representantes do chamado trade turístico de Goiânia, segmento de entidades que atuam na área de promoção e divulgação do potencial em turismo da capital, se reuniram na manhã de ontem com o presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel), Nasr Chaul. Na pauta do encontro, a utilização que será dada ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, espaço recém-inaugurado mas que ainda não entrou em funcionamento. O pessoal do turismo quer mais informações sobre o centro cultural e sua estrutura para que, se possível, possa também fazer uso do local para suas iniciativas. “Queremos uma planta técnica do centro cultural e a definição clara por parte da Agepel sobre como será a gestão do espaço”, disse Raffael Giovanni, do Goiânia Convention & Visitors Bureau, organização que busca trazer visitantes à capital, principalmente na área de turismo de negócios. “Já existe uma grande demanda pelo Oscar Niemeyer e precisamos desses dados para que possamos nos posicionar sobre a possibilidade ou não de agendamento de algum evento”, explicou. Foi pleiteado ainda que um representante do setor seja ouvido sobre as decisões que forem tomadas acerca do destino do espaço. Nasr Chaul se mostrou receptivo aos pedidos da área turística e disse que vai disponibilizar todas as informações sobre o centro cultural, incluindo detalhes técnicos e de engenharia. Ele também marcou para o dia 30 a visita de um grupo do segmento ao Oscar Niemeyer para que as pessoas interessadas em seu uso tenham uma idéia melhor da estrutura. “Nós queremos parceria e esse diálogo é muito bem-vindo”, afirmou Chaul. Mas o presidente da Agepel fez algumas ressalvas. “Enquanto estivermos gerindo o centro cultural, não haverá formaturas e encontros religiosos. E os eventos de turismo que por acaso venham a ocorrer precisarão ter um viés cultural, com a apresentação de uma peça ou um show”, avisou. Chaul justificou essas precauções dizendo que é preciso cuidado para que a função original do Oscar Niemeyer não seja desvirtuada. Ele admitiu que o assédio ao centro cultural, principalmente ao Palácio da Música, tem sido grande, mas que toda a exploração do espaço ainda será cuidadosamente estudada. A Agepel, porém, não deve entrar, por agora, em maiores detalhes sobre como se darão a gestão do centro cultural e a terceirização de alguns de seus espaços, como cinemas, restaurantes, bares e estacionamento. Isso porque o básico ainda não está pronto. “A obra ainda não foi entregue. Ainda preciso das chaves da casa”, alegou Chaul. Ele informou que o Estado não quitou todos os débitos com a empresa construtora e, por essa razão, os trabalhos de construção não foram concluídos. “A Procuradoria do Estado está fazendo estudos jurídicos de como vamos proceder sobre o arrendamento de partes do espaço e a própria tercerização pode ajudar a saldar essa dívida.” Nehemias Ramos, vice-presidente de eventos do Goiânia Convention & Visitors Bureau, acredita que o Centro Cultural Oscar Niemeyer possa se tornar uma espécie de ícone para o turismo de negócios em Goiânia, mais uma forma de atração de pessoas interessadas em realizar na cidade os seus congressos e encontros. “É uma propaganda a mais que teremos.” Para Sandra Méndez, que responde pelo Centro de Convenções Rio Vermelho e que participou da reunião, o Oscar Niemeyer não é um local apropriado para grandes congressos e sim para sediar parte da programação, como aberturas oficiais e atrações culturais. Rogério Borges
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