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05/09/2007 - ABEOC SP
Vaniza Schuler é a consultora técnica do programa científico do “Eventos Brasil 2007”, 24º Congresso anual da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), que acontece entre os dias 04 e 07 de dezembro, no Parque Anhembi, em São Paulo. O currículo extenso de 21 anos de trabalho na área de eventos – que inclui consultoria em projetos da Braztoa; passagens pelos CV&B’s de Porto Alegre e Curitiba; pela secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, à frente da diretoria de Relações com Mercados e Parcerias; e pela gerência de Turismo de Eventos da Embratur - lhe garantiu o convite. Agora, uma das tarefas da consultora será a de identificar tendências de temas para discussão e pessoas qualificadas para abordá-los, inclusive em âmbito internacional. “Minha função principal é agilizar e coordenador o processo, mas esse é um trabalho de equipe, que já estava sendo desenvolvido de forma bem avançada antes da minha chegada. Tive várias contribuições de associados e da própria diretoria com relação aos cursos e palestrantes que seriam interessantes para o Congresso. Eu só entrei para agregar valor”, ressalta Vaniza. Dentre suas ações para o Congresso, Vaniza pretende priorizar um conteúdo com atividades mais dinâmicas, como as mesas redondas. “Precisávamos de mais interatividade. E as mesas redondas proporcionam isso. São várias pessoas dialogando, com diferentes contribuições a dar. É muito mais enriquecedor do que ouvir apenas uma pessoa”, detalha. Também devem ser incorporados assuntos de interesse mais abrangente, globais. É o caso do tema “Mercado de Eventos na América Latina”. Através dele, serão analisados países que dispõem de políticas públicas de apoio à promoção, captação e realização de eventos. Há ainda a intenção de incluir entidades internacionais de eventos na programação dos debates do Congresso, como a ICCA (International Convention and Congress Association) e a IAPCO (International Association of Professional Congress Organisers), o que seria mais um passo em direção à internacionalização do evento. Um outro tema cogitado é o papel dos CORE-PCOS, consultores de associações internacionais que coordenam a contratação de organizadores de eventos em outros países. São esses consultores intermediários que orientam os organizadores nacionais. “Queríamos trazer à tona a discussão dessa novidade com o público brasileiro”, enfatiza. A Organização Mundial do Turismo (OMT) também está sendo incluída. “A OMT tem padrões muito rígidos para organização de seus eventos. A troca com eles é sempre muito enriquecedora”. Outro ponto forte para esta edição do Congresso da ABEOC, e no qual Vaniza pretende insistir, é a inversão de papéis. Será realizado, por exemplo, um painel de excelência com prestadores de serviços para eventos. Ao invés de organizadores falando para organizadores, será a vez de fornecedores e clientes se dirigirem aos organizadores. “O organizador de eventos é um intermediário, ele está entre o cliente e os fornecedores, então são essas pessoas que ele tem que ouvir. Queremos saber do fornecedor como seria o organizador de eventos ideal no repasse e na divisão de tarefas de um evento e queremos ouvir do cliente como ele vê o evento dentro de seu planejamento, por que tem iniciativas de captação de eventos, por que usa a feira como uma ferramenta, qual a vantagem?”. Vaniza ressalta ainda que seu relacionamento com a ABEOC NACIONAL vem de longa data. Quando ainda trabalhava na Embratur, a entidade era sua “afilhada”. A partir desse apadrinhamento, estabeleceu-se uma relação muito estreita, que resultou em acordos de cooperação, na criação de projetos e cursos. “Estou me sentindo extremamente confortável, é só a continuação de um trabalho que foi iniciado lá atrás. O grupo de trabalho da ABEOC é excelente e estamos muito afinados”, conclui.
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